FARRA COM VERBA PÚBLICA: 115 mil reais para cada uma das escolas do grupo especial e 62 mil reais para cada escola do grupo de acesso
04/02/2016
acriticaderondonia

Para incrementar o carnaval deste ano, ainda em meados do ano passado a Prefeitura de Porto Velho passou a envolver blocos de carnaval e escolas de samba nos grandes eventos populares. No Arrastão de São João houve apresentações de baterias de escola de samba e na festa da virada do ano houve shows de sambas de enredo e o encerramento aconteceu com a Banda do Vai Quem Quer.   

Entre os investimentos da Prefeitura no Carnaval 2016 se pode registrar os ensaios do pré-carnaval da Banda Carijó, banda pertencente ao Bloco Galo da Meia Noite, cujos shows vêm ocorrendo há algumas semanas no Mercado Cultural. Também no Mercado Cultural foi realizado no dia 28 último o Carnaval do Forrozeiro e no dia 09 acontecerá a Terça de Brasas, carnaval alternativo com muito Rapp, Rock, Reggae e outros ritmos. “A Prefeitura está dando apoio para esses eventos. A Banda Carijó, por exemplo, recebeu aporte financeiro para os ensaios. É certo de nossa parte incentivar o carnaval e principalmente os blocos mais tradicionais, como é o Galo da Meia Noite, que estava perdendo fôlego nos últimos tempos. Nosso objetivo é resgatar a tradicionalidade do nosso carnaval apoiando blocos como Banda do Vai Quem Quer, Galo da Meia Noite, Pirarucu do Madeira e outros importantes”, destacou. 

No próximo sábado a Banda do Vai Quem Quer fará seu percurso e a Prefeitura estará apoiando  com um trio elétrico, um caminhão de som na retaguarda e um palco que será colocado na Praça das Caixas d'Água para o concurso de fantasias, a ser realizado antes da saída da Banda, durante a concentração. A Funcultural também estará disponibilizando cento e trinta banheiros químicos para os diversos blocos. Os de menor porte vão contar com dez banheiros e os de maior porte com vinte banheiros.   

Os gastos com carnaval por parte da Funcultural esbarra em algumas restrições. Os blocos, em geral, são como empresas que cobram ingressos, vendem abadas, vendem camisetas ou encerram  outros interesses de cunho comercial. O Ministério Público limita os repasses e apoios financeiros a essas entidades. No caso do trio elétrico que será disponibilizado à Banda do Vai Quem Quer o público beneficiado será a multidão, que se aglomera no entorno popularmente chamado de pipoca. “É preciso dar uma estrutura voltada à multidão que participa da festa, mesmo sem estar diretamente ligada a Banda”, disse Altomar.   

Entre as formas de apoio dadas ao Carnaval 2016, além dos banheiros químicos e demais itens já elencados, a Prefeitura e o Governo do Estado fornecem também os serviços de segurança à multidão, a segurança no trânsito, os atendimentos com as unidades móveis de urgência e emergência e ainda outros tipos de serviços.      

  Quanto ao específico caso das escolas de samba, a Funcultural está apoiando financeiramente com 115 mil reais para cada uma das escolas do grupo especial e com 62 mil reais para cada escola do grupo de acesso. O Governo do Estado está doando toda a parte de estrutura, que inclui sonorização, camarote, arquibancada e outros itens.  

A soma dos investimentos demonstram o grande interesse do poder público com a realização do Carnaval 2016. O Ministério Público fiscaliza os repasses de valores para os blocos, considerados como instituições particulares, de forma que a Funcultural não pode fornecer suporte financeiro direto, mas com a compreensão de que os blocos ajudam a promover a cultura do carnaval, muitas formas de ajuda, mesmo que não diretamente financeiras, acabam sendo proporcionadas. “O prefeito vê o carnaval de rua como um momento privilegiado da cultura popular. É uma demanda direta da população.

 Talvez a metade de todos os habitantes da cidade saia para as ruas no carnaval. A cidade recebe também muitos turistas e muitos negócios são dinamizados. Por isso é que a Prefeitura anda na contramão de muitos municípios que vão deixar de realizar o carnaval neste ano. 

Em todas as áreas que deve investir a Prefeitura tem investido, portanto, é justo que invista também no setor da cultura. Mas o interessante é que esses investimentos acabam retornando, não acontece como com  outros setores em que os recursos somente saem dos cofres públicos. Uma grande parte da economia é movimentada com o nosso carnaval”, concluiu o vice-presidente.   Por  Renato Menghi | Fotos  Arquivo