Presídio Edivan Mariano Rosendo, “Urso Panda” é uma bomba prestes a explodir
29/01/2016
Agentes qap/Rondonoticias

Na tarde desta sexta-feira (29), fontes do Rondonoticias enviaram para a redação uma denúncia sobre o presídio "Urso Panda".

No relato, agentes não identificados dizem da precariedade dos servidores da maior penitenciária do Estado, Edivan Mariano Rosendo. 

O total de apenados na unidade chega a 900 (novecentos), para um reduzido efetivo de servidores que não chega em 15, no total.

"O presídio é uma verdadeira bomba prestes a explodir, devido a fragilidade da unidade, seja pela falta de servidores ou pela precariedade de armas, e todo material de uso dos servidores, que se encontram em péssimas condições, deterioradas e sucateadas", disse um agente.

Eles ainda denunciam a precariedade das armas calibre (12), que estão em péssimas condições.

"As armas quebram na maioria das vezes, se desmontam nas próprias mãos dos servidores, devido a falta de manutenção, além de serem antigas, uma verdadeira sucata. Servidores colocam suas vidas em risco, pois nunca se sabe a hora que vai precisar usar umas dessas armas. Na hora de precisão, elas falham, como já aconteceu muitas vezes", desabafam.

Além das muitas reclamações, eles reivindicam algemas quebradas, enferrujadas e insuficientes para realizar as atividades e manter a segurança, ordem e disciplina dos apenados.

"Coletes balísticos estão em falta, são insuficiente para todos os servidores. Os que existem estão em péssimas condições, todos vencidos, rasgados e dilacerados", afirmam.

A denúncia segue dizendo que alguns equipamentos obrigatórios nas unidades não existem.

"Os que existem são ineficientes para inibir a entrada de produtos ilícitos, o ideal seria o scanner corporal, ou outras tecnologias, assim como recomenda o CNPCP", afirma um servidor.

Mesmo sem as mínimas condições de trabalho, os servidores exercem suas atividades, mas alertam para possíveis catástrofes, motins, fugas e rebeliões.

“Em 2014, um servidor tinha feito várias denúncias sobre várias irregularidades que vinham ocorrendo na unidade. Servidores relatam que até hoje permanecem as irregularidades, caso que gerou denúncia no Ministério Público e repercutiu na mídia, sobre carceragens abandonadas em dias de visita".

Os servidores pedem por socorro, compromisso e responsabilidade por parte dos diretores, governo e atual gestão da Secretaria de Segurança.