Ex-Fifa admite que aceitou propinas em duas votações de Copa
03/06/2015
esportes.terra

Ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, Chuck Blazer admitiu ter aceitado propinas em eleições de sedes da Copa do Mundo. O funcionário afirmou, em audiência com um juiz americano em 2013, que recebeu dinheiro em troca de votos para as eleições dos Mundiais de 1998 e 2010. As informações foram divulgadas pelos veículos internacionais ABC News, BBC e The New York Times.

 

 

 

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Chuck Blazer admitiu ter aceitado propina
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No depoimento revelado nesta quarta-feira, Blazer afirmou que aceitou dinheiro em 1992 para votar a favor do Marrocos na eleição que definiu por 12 votos a 7 a França como sede da Copa de 1998. Além disso, contou que ele e outros também receberam propina para votar pela África do Sul como sede do Mundial de 2010.

 

"Entre outras coisas, eu aceitei com outras pessoas em 1992 facilitar a aceitação de propina para a seleção da nação sede do Mundial de 1998. Eu e outras pessoas do comitê executivo também aceitamos em conjunto receber propina para a eleição da África na Copa de 2010", disse Blazer em 2013 ao juiz Raymond J. Dearie, segundo o New York Times.

 

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O ex-oficial da Fifa também disse que ele e outros aceitaram dinheiro em negociações de direitos de transmissão de várias edições da Copa Ouro. Em 2013, Blazer enfrentava acusações de extorsão, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e evasão fiscal. O americano podia ser punido com até 20 anos de prisão, então passou a coloborar com a Justiça americana. 

Blazer foi o segundo homem mais forte da Concacaf (federação da América do Norte, Central e do Caribe) de 1990 a 2011 e participou do Comitê Executivo da Fifa de 1997 a 2013. Nas investigações, o ex-funcionário ficou marcado por ter um apartamento alugado apenas para seus gatos na famosa Trump Tower, em área nobre de Nova York .

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Chuck Blazer em evento com Joseph Blatter: de homem influente na Fifa a colaborador do FBI
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As investigações do FBI levaram primeiramente à prisão de sete executivos da Fifa na Suíça, entre eles José Maria Marin, presidente da CBF. No início da semana, foi noticiado que Jérôme Valcke, número 2 da entidade, participou de um dos pagamentos de propina . Na última terça-feira, Joseph Blatter renunciou ao cargo de presidente da Fifa e convocou novas eleições - pouco depois, foi divulgado que ele seria um dos investigados no escândalo.